Uma palavra, uma explicação

Entenda o conflito na Palestina. O objetivo deste site é tentar mostrar os dois lados da Questão Palestina, de uma forma diferente da mostrada pela grande imprensa. Mas um aviso: este Blog não tem a hipocrisia de se dizer "imparcial" !



quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Boicotar "Israel" é o caminho?

O que fazer para que os palestinos tenham o direito de ir e vir, possam trabalhar, possam transitar livremente na Palestina? Como impedir expropriação de terras privadas dos palestinos? O que fazer para que os refugiados palestinos possam voltar para casa? Como acabar com as prisões políticas? O que deve ser feito para permitir o direito de manifestação? Como acabar com a ocupação militar estrangeira ("israelense") na Palestina? O que fazer para permitir a população confinada em Gaza possa ter acesso a materiais de construção?

Há aqueles que defendem ações militares contra a entidade (denominada "Israel") responsável por todas as atrocidades. É a posição do Hamas e de alguns outros grupos. Infelizmente, porém, a realidade é a manifesta superioridade bélica dos ocupantes ("israelenses"), que facilmente conseguem massacrar a população civil palestina, com a conivência das potências ocidentais.

Há aqueles que defendem "negociações" com o ocupante. É o caso do Fatah, que tenta um reconhecimento do Estado Palestino em cerca de 20% da Palestina (abrindo mão de 80% do território palestino...). Infelizmente, "Israel" e os EUA já afirmaram que não irão abrir mão nem de 20% do território palestino. Eles querem tudo, por isso o número de invasores ("colonos") é sempre crescente, mesmo depois do chamado "acordo de paz" de 1993, o que demonstra que o interesse dos invasores sempre foi o de permancer em todo o território palestino (e não apenas em 80%).

Qual seria então a solução?

A solução passa pelo boicote econômico, diplomático, cultural. Foi assim que o mundo conseguiu derrubar o regime racista da antiga África do Sul, bem como a ocupação e os massacres da Indonésia no Timor Leste. Somente mediante severas sanções econômicas as atrocidades cometidas diariamente contra o povo palestino irão cessar.

Esta é minha posição: não às ações armadas, não às negociações infrutíferas. O caminho passa pelo boicote econômico.

Mais informação a respeito da campanha internacional de boicote contra o apartheid praticado por "Israel":

http://www.bdsmovement.net/

http://www.palestinalivre.org/node/2155 (em português)



Há, porém, quem seja contra o boicote econômico:

http://english.aljazeera.net/programmes/peopleandpower/2011/10/201110692032901873.html

Uma observação: o boicote não é contra a atividade econômica realizada pelos invasores na Cisjordânia, mas sim contra toda a atividade econômica realizada pelos invasores ("israelenses") na Palestina (território que hoje constitui o chamado "Estado de Israel").